segunda-feira, 19 de novembro de 2012

Ativistas manifestam apoio à Palestina e denunciam o genocídio promovido por Israel

Ato Público em Solidariedade ao Povo de Gaza, em São Paulo. Foto: Waldo Melmelstein

O Ato Público em Solidariedade à Gaza em São Paulo denunciou o novo massacre promovido pelo Estado de Israel, com apoio financeiro dos EUA, contra o povo palestino. Mais de cem pessoas, dentre elas, lideranças sindicais e do movimento estudantil, participaram da atividade.

Com o grito “O povo palestino é meu amigo, mexeu com ele, mexeu comigo”, os manifestantes caminharam do Masp até a esquina da Av. Paulista com a Rua Augusta. A ideia de que “somos todos palestinos” tomou conta dos participantes do Ato.

Quem tem acesso às imagens divulgadas nas redes sociais se comove com o drama de Gaza. São crianças ensanguentadas, queimadas e mortas, homens e mulheres inocentes, vítimas do sionismo, do Estado judeu.


Diversas fotos recentes do massacre de Israel contra o povo de Gaza. Foto: Dara'a Camp News

A iniciativa foi organizada por entidades de apoio às lutas do povo árabe, como o Comitê de Apoio ao Povo Palestino e o Movimento Palestina para Todos (Mopat). Reuniu diversos sindicatos – a exemplo da Apeoesp e o Sindicato dos Metroviários de São Paulo – e movimentos – como o MNOB (Movimento Nacional de Oposição Bancária), representações de estudantes da USP, o Quilombo Raça e Classe e o Setorial LGBT da CSP-Conlutas.

Segundo o diretor do Sindicato dos Metroviários Alexandre Leme, também da Executiva da CSP-Conlutas/SP, essa ofensiva de Israel está relacionada à ofensiva do povo árabe na região. “É uma tentativa de intimidar a luta do povo palestino para que a onda de mobilizações do mundo árabe não estimule lutas na Palestina contra Israel”, frisou.

Em nome do Quilombo Raça e Classe, Wilson Silva solidarizou-se com a luta “dos irmãos palestinos” e comparou o massacre ao massacre cotidiano dos negros, “que também não desistem de lutar”, disse.

Em todas as falas, a exigência ao governo Dilma Rousseff para que rompa relações militares e comerciais com o Estado de Israel. “O dinheiro desse comércio serve para financiar a morte do povo palestino”, lembrou o palestino Mohamed Al Kadri.

O representante do Movimento de Solidariedade ao Povo Sírio, Aner, emocionou os presentes ao denunciar a banalização da violência e dos massacres: “Parece que o sangue palestino é de graça, não tem valor, que só tem valor o sangue dos israelenses ou dos americanos; nós temos o mesmo sangue vermelho que corre nas veias de cada um de vocês”.

A representante do Mopat Soraya Misleh lembrou que estão ocorrendo manifestações de solidariedade em diversas cidades do mundo. “O mundo está saindo às ruas para dizer vocês não estão sozinhos, nós vamos ser os olhos e as vozes de vocês”, garantiu Soraya.

Por fim, pelo Comitê de Apoio ao Povo Palestino, Fábio Bosco convocou a todos os presentes para novas mobilizações. “Essa de hoje tem de ser o início de outras mobilizações, não só em São Paulo como em todas as capitais brasileiras”, afirmou, encerrando o protesto que foi seguido de gritos de guerra em árabe.



*Com informações da CSP-Conlutas.

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