sexta-feira, 17 de agosto de 2012

Contra corte de ponto imposto por Dilma, grevistas do INCRA em São Paulo ocupam RH

Servidores do INCRA posam para foto dentro do setor de RH. Foto: Comando de Greve do Incra (Facebook)
Numa ação contra o corte de ponto imposto pelo Governo Dilma, os grevistas do INCRA em São Paulo ocuparam o setor de recursos humanos do órgão hoje (17/08) pela manhã.
Segundo o servidor da autarquia e diretor do Sindsef-SP, Felipe Atoline, ontem em Brasília o Comando Nacional de Greve se reuniu com o presidente do órgão, Carlos Guedes, e o ministro do desenvolvimento agrário, Pepe Vargas.  Foi garantido que não haverá corte de ponto até que aconteça a reunião com o Ministério do Planejamento, agendada para próxima segunda-feira (20), às 15h. Neste momento, os servidores vão permanecer em assembleia de vigília.
A greve no INCRA atinge 23 estados e o Distrito Federal. Em São Paulo, os trabalhadores aderiram ao movimento no início de julho e continuam mobilizados, realizando atividades variadas, como piquetes, palestras, shows musicais e até arrecadação de livros.

Reforma agrária

A reforma agrária está parada no país, entretanto, não é por conta da greve, mas sim porque, segundo Atoline, “nunca se assentou tão pouco como no Governo Dilma”. E essa não é uma avaliação exclusiva do representante da categoria. É uma conclusão de todos os movimentos campesinos do país. É uma realidade sentida por milhões de trabalhadores rurais sem terra. Segundo informações da Agência Estado, com base em dados do próprio governo (leia-se INCRA), com Dilma, a reforma agrária tem o pior desempenho em 16 anos.
O servidor Helton Ribeiro destacou que esse governo utiliza o marketing de falar em Brasil sem miséria, mas não há como acabar com a miséria “torrando” metade do orçamento da União com o pagamento de juros de uma dívida que não tem fim e beneficiando somente os banqueiros.
“A greve do funcionalismo federal é em defesa do funcionalismo público, sobretudo, os serviços que são prestados ao povo pobre, à classe trabalhadora”, disse.

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