segunda-feira, 11 de junho de 2012

Governo não negocia e funcionalismo federal vai à greve a partir de hoje, 11/06

Boneca da presidenta Dilma fantasiada de "Tio Sam" - personificação dos EUA. Foto: Fábia Corrêa
 
No dia 31 de maio aconteceria a oitava reunião entre o Fórum Nacional de Entidades do Funcionalismo Público Federal e o MPOG, porém, o encontro não aconteceu na data prevista. Os interlocutores de Dilma deram um famoso e repetitivo “chá de cadeira” aos representantes dos servidores, que passaram o dia na expectativa de algum avanço surgir depois da conversa entre o secretário de relações do trabalho, Sérgio Mendonça, e a ministra Miriam Belchior, que acontecia enquanto aguardavam.

No dia seguinte, o Fórum conseguiu se reunir com a equipe do secretário, porém, mais uma vez sem sucesso. Novamente, os representantes de Dilma negaram o atendimento aos itens da pauta de reivindicações urgentes do funcionalismo.

A cada encontro, as entidades reafirmam a reivindicação de reposição linear emergencial, correspondente ao período inflacionário dos últimos dois anos e, reajuste e isonomia dos valores dos benefícios sociais entre o poder executivo, legislativo e judiciário.

O Ministério do Planejamento afirma que não há possibilidade de conceder o reajuste linear e sequer firma compromisso para o reajuste de benefícios sociais este ano. A equiparação do auxílio-alimentação dos três poderes continua indefinida, apenas sendo alvo de estudos.

Nenhuma proposta concreta foi apresentada pelo ministério, que insiste em estender o prazo de negociações até 31 de julho (exatamente um mês antes da data de fechamento da LOA - Lei de Diretrizes Orçamentária). Desta forma, o governo vai protelando o debate para evitar o fortalecimento das mobilizações em todo o país.

Diante da política do governo de tentar enrolar a categoria nas mesas de negociação, a resposta está na luta. O Fórum, formado por 32 entidades nacionais, entre elas a CSP-Conlutas, convocou greve geral do funcionalismo público federal para a partir de hoje, 11/06. O ANDES-SN, filiado à Central, antecipou-se e a greve dos professores já completa um mês no próximo domingo, 17/06, com adesão de 51 universidades federais e total apoio da Assembleia Nacional dos Estudantes Livres (ANEL).

Os servidores federais brasileiros deram demonstrações de que estão mobilizados. Nos Dias Nacionais de Lutas aconteceram atividades em diversos órgãos Brasil afora. No dia 05 de junho, a segunda marcha do funcionalismo em Brasília, com caravanas de trabalhadores vindos de todo o país, tomou conta da Esplanada dos Ministérios numa demonstração de unidade e disposição para fortalecer a campanha salarial e pressionar o governo a avançar nas negociações.

15 mil servidores de todo o país tomam as ruas de Brasília. Foto: Fábia Corrêa
Os trabalhadores decidiram intensificar o enfrentamento aos ataques do Governo de Dilma/PT. O início do movimento paredista em diversos setores foi aprovado por unanimidade em plenária unificada dos servidores.

A atividade aconteceu no dia 05 de junho, na sequência da marcha, que reuniu aproximadamente 15 mil pessoas, entre servidores públicos dos mais diversos seguimentos e representações do movimento sindical, popular e estudantil.

A greve geral do funcionalismo, iniciada oficialmente neste dia 11, deve ter novas adesões na semana do dia 18. As paralisações vão acontecer em ritmos diferenciados, já que alguns seguimentos já entraram em greve – como é o caso das universidades; outros vão aderir posteriormente, na medida em que o movimento vai ganhando força. Um Comando Nacional e Unitário de Greve e Mobilização será constituído para discutir iniciativas de mobilização e ações grevistas.

Na plenária, foi aprovada uma nova ação unitária dos servidores no dia 20 de junho, por ocasião da Rio+20. Os servidores também decidiram participar de uma manifestação realizada pela Cúpula dos Povos.

Por Lara Tapety 
*Texto elaborado para o Sindsef-SP com alterações. 

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