domingo, 29 de abril de 2012

Começa o 1º Congresso da CSP-Conlutas


Abertura do 1º Congresso da CSP-Conlutas, em Sumaré-SP. Foto: Lara Tapety

O 1º Congresso da CSP-Conlutas reuniu nesta sexta-feira, 27, cerca de 1.500 pessoas durante a cerimônia de abertura. Segundo a organização do evento, até o fechamento ainda eram aguardadas delegações de vários locais do país programadas para chegar ao encontro.

Entre os presentes, caravanas vindas de todo o pais, como a do Pará, que levou 56 horas para chegar em Sumaré (SP), local onde está sendo realizado o Congresso. Nem a longa viagem de ônibus tirou o entusiasmo dos trabalhadores, um dos mais animados no início da plenária.

Em nome da Secretaria Executiva Nacional da CSP-Conlutas, Sebastião Cacau, fez uma saudação a todos os presentes. “Aqui está cada um que ajudou a construir essa ferramenta de luta da classe trabalhadora, ainda pequena, mas ativa e vigorosa”, discursou. “Vamos debater as teses, cada proposta. Democraticamente vamos votar nossas resoluções e com unidade colocar em prática um plano de lutas e organização em defesa dos direitos da classe trabalhadora”, completou.

Em seguida, falaram representantes de organizações presentes na mesa de abertura, como o líder da greve dos bombeiros do Rio de Janeiro, Benevenuto Caciolo, que levou todos a clamarem “1, 2, 3, 4, 5 mil, viva a aliança operária estudantil” defendendo a importância dessa unidade.

 A indígena Kaiowá-Guarani Dirce Veron, da região de Dourados, no Mato Grosso do Sul, emocionou o plenário ao afirmar “eu quero dizer aqui que a gente existe, os povos indígenas existem, mas estão morrendo”. Dirce denunciou a política do governo, que alardeia proteger os índios, mas é o primeiro a massacrá-los ao não garantir a demarcação de suas terras.

Também estiveram na mesa de abertura Canindé Pegado, da UGT, Mané Melato, da Intersindical, Miguel, do PSOL, Zé Maria, do PSTU e integrantes da delegação estrangeira, do Egito e Chile.

A sindicalista egípcia Fatma Ramadan reforçou a necessidade da solidariedade internacional e defendeu a necessidade das lutas. “O povo quer mudar o sistema”, ressaltou ao mencionar a recente revolução egípcia.
Na maioria das falas o destaque foi para o papel cumprido pela CSP-Conlutas no último período, à frente das lutas e na busca pela unidade de ação em defesa dos trabalhadores. Mobilizações em curso no país, como a greve na construção da hidrelétrica de Belo Monte e nas obras da Copa, foram lembradas e saudadas.

 Após as saudações, o foi cantado o Hino da Internacional Socialista. Delegados de várias partes do país se levantaram para entoar o hino da classe trabalhadora em todo o mundo. As atividades do dia foram encerradas com a leitura do Regimento Interno. As emendas propostas serão votadas no plenário, neste sábado.


Fonte: Sindsef-SP

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