quarta-feira, 28 de março de 2012

Marcha em Brasília: Servidores de diversos estados realizam passeata e vigília enquanto aguardam resultado de reunião com o MPOG

Servidores seguem em passeata para o MPOG. Foto: Fábia Corrêa


    Milhares de servidores públicos federais realizaram mais uma grande marcha em Brasília na manhã desta quarta-feira, 28. A manifestão reuniu aproximadamente 4 mil trabalhadores de todo o país.  


Concentração dos servidores de São Paulo em frente à Catedral. Foto: Fábia Corrêa
  
   A concentração para o início das atividades começou às 9 horas em frente à Catedral. Os servidores partiram em passeata até o Bloco C do Ministério do Planejamento Orçamento e Gestão.
    Com faixas, cartazes e palavras de ordem,  os manifestantes pressionaram o governo pela retirada da pauta do Congresso Nacional de Projetos Complementares (PLC) que subtraem direitos dos servidores públicos, como PLP 549/09, que congela os salários por 10 anos, e a PLC 2/2012, que cria a Fundação de Previdência Complementar do Servidor Público Federal e privatiza a aposentadoria.
    Em frente ao ministério, por volta das 11 horas aconteceu um ato político, onde representantes de várias entidades parabenizaram os participantes, que permaceram em vigília no local enquanto aguardavam os desdobramentos da reunião entre as entidades que compõem a Campanha Salarial 2012 e o secretário de relações do trabalho do MPOG, Sérgio Mendonça, com sua equipe. 
    Durante as intervenções, Josemilton Maurício, da CONDSEF, agitou os trabalhadores para uma greve no dia 25 de abril. "Hoje nós vamos exigir que o Sérgio Mendonça, representando o Governo Dilma na mesa, responda os itens da pauta de reivindicação. E mais, vamos no dia 25, companheirada, paralisar o serviço público para mostrar que o Governo Dilma nos respeite. Portanto, hoje não queremos enrolação do Sérgio Mendonça, porque se tiver enrolação hoje, nós vamos convocar uma greve no dia 25", disse o coordenador geral da Confederação.

Reunião entre entidades e governo. Foto: Fábia Corrêa
  
   A reunião, agendada para as 11, iniciou-se as 11h30.  Na pauta estavam a política salarial permanente, valorização do salário base dos servidores, incorporação de gratificações, além de reajuste emergencial de 22,8% com correção de distorções. Outro ponto é a questão do reajuste nos benefícios como auxílio-alimentação, transporte, creche e plano de saúde – o que já foi pauta de encontro anterior.
    Nas últimas reuniões, o discurso dos interlocutores era o de austeriade fiscal, isto é, contenção de gastos por parte do Governo Dilma. A partir da intensificação das mobilizações e do impacto causado pelos protestos, espera-se que este discurso mude. Caso contrário, a categoria caminha para a greve.
    Será realizado, ainda, como parte da mobilização na capital federal, o Seminário “Pela Rejeição do PLC 2/2012”, no Auditório Petrônio Portela do Senado. Vão participar do debate a professora Sara Granemann, da Associação dos Docentes da Universidade Federal do Rio de Janeiro (Adufrj – Seção Sindical), e Clemilce Carvalho, auditora fiscal aposentada da receita federal, bem como vários parlamentares contrários ao PLC.
   

Fotos: Fábia Corrêa
Texto: Lara Tapety

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