quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

Um mês após a morte de Duvanier Paiva, continua indefinido quem vai ocupar o cargo e quem vai conduzir as negociações com os representantes dos servidores federais

Um mês após o falecimento de Duvanier Paiva, o secretário de Recursos Humanos do Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão (MPOG) do Governo Dilma, continua indefinido quem vai assumir o cargo.
Paiva estava à frente das negociações com os servidores federais há quase cinco anos, desde o primeiro Governo do PT. Entre as negociações que intermediou, está aquela que, a mando do governo, negou o aumento do valor do repasse para a assistência à saúde. Por ironia do destino, ele faleceu no dia 18 de janeiro depois ter o atendimento médico negado porque não tinha um cheque-caução. Talvez o óbito pudesse ter sido evitado se os hospitais Santa Luzia ou Santa Lúcia tivessem aceitado a GEAP, plano de saúde do secretário e de grande parte dos servidores públicos federais. Duvanier Paiva não resitiu e faleceu antes de ser atendido.
Com a indefinição do novo sem secretário de RH, fica também indefinido quem irá conduzir as negociações e uma data exatada para o início destas. O que o secretário-executivo adjunto do Ministério do Planejamento, Valter Correia, afirma apenas é que o processo negociatório será iniciado em março.
Enquanto a saúde é tratada como mercadoria, as pessoas, inclusive figuras "ilustres", continuam morrendo sem atendimento, ora porque não têm plano de saúde, ora porque não têm dinheiro ou cheque para pagar o "serviço".

Por Lara Tapety
Jornalista (MTE/AL 1340)

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