sexta-feira, 28 de outubro de 2011

Ocupantes da FUNAI fazem caminhada nas ruas de Maceió


                Acompanhados por sindicalistas, os índios que ocupam a Fundação Nacional do Índio (FUNAI), localizada na Rua da Praia, Centro de Maceió-AL, estão realizando uma caminhada até o Tribunal Regional do Trabalho (TRT).
                Diretores e alguns filiados do Sindicato dos Trabalhadores do Serviço Público Federal (SINTSEP), Sindicato dos Servidores do Poder Judiciário Federal e MPU (SINDJUS) e Sindicato dos Policiais Federais (SINDPOFAL) passaram a acompanhar de perto a mobilização dos índios das aldeias Monte Alegre, dissidentes da etnia Xucuru-Kariri e Karapotó-Guariri, da etnia Karapotó-Plakiô.  Para os sindicalistas é consenso que, independente dos conflitos nas tribos, todos ali são índios e precisam do apoio. “O conflito interno deles, eles precisam sentar e resolver, nós fazemos nossa parte garantindo o apoio ao movimento”, disse Jogelson Veras, secretário administrativo do SINTSEP.
                Os índios não pretendem desocupar a FUNAI até que sejam atendidos. Eles aguardam o pedido de reintegração de posse, realizado pelo coordenador do órgão, Frederico Campos.  A justificativa de Campos para não se reunir com os ocupantes não convence.  Segundo ele, Chiquinho não foi reconhecido como cacique pelos representantes da etnia Xucuru-Kariri e teria causado problemas pelas aldeias por onde passou.  A denúncia contra Chiquinho consta num documento entregue ao Ministério Público e à FUNAI. Neste sentido, o coordenador afirma não poder resolver o problema dos ocupantes.
No entanto, estudos de professores da Universidade Federal de Alagoas apontam para o reconhecimento do índio, que há muitos anos já era conhecido como cacique. A situação de Francisco José Lourenço, conhecido como Cacique Chiquinho, é um tanto complicada, porque ele possui desavenças com a etnia que diz fazer parte.
Mas, apesar do impasse a respeito da legitimidade do cacique que reivindica a aldeia Monte Alegre; o outro cacique, o Jorge Barnabé, que também ocupa o local com sua comunidade, é reconhecido pela etnia Karapotó. Portanto, já que a situação do povo Karapotó-Guariri que também ocupa o prédio é diferente, o motivo pelo qual a coordenação da FUNAI se nega a resolver a crise sem a brutalidade de uma reintegração de posse é incabível.
                Aproximadamente 80 índios estão espalhados pelas dependências da FUNAI em Maceió desde quarta-feira, 24, à noite. A situação no local é precária. Há muitas crianças, inclusive de colo, passando fome e dormindo no chão com os pais.


Por Lara Tapety – Jornalista (SRTE/AL nº1340)
Assessoria de comunicação do SINTSEP-AL
(82) 9305-6290 / (82) 9672-8660




Outras informações:
Cacique Chiquinho – (82) 9943-3919
Jogelson Veras - (82) 9992-9260

Nenhum comentário:

Postar um comentário