segunda-feira, 30 de maio de 2011

Portfólio - Releases - Por Lara Tapety

Releases produzidos na Comissão Pastoral da Terra em Alagoas, em 2008: 

Feira com alimentos orgânicos produzidos por camponeses acompanhados pela CPT começa amanhã
Esta 9ª Feira Camponesa divulga a Campanha Nacional pelo Limite da Propriedade de terra

                A 9ª Feira Camponesa vai acontecer entre os dias 14 e 17 de outubro, na Praça da Faculdade, bairro do Prado, em Maceió. A partir das 12h dessa terça-feira, caminhões carregados de alimentos vão começar a chegar e, às 18h será feita a abertura oficial do evento. A organização espera comercializar 250 toneladas de produtos.
A Feira reúne a produção de assentados da reforma agrária, acampados e de pequenos produtores agrícolas, como os posseiros e pequenos agricultores, que sobrevivem na terra e do que lá produzem.  No evento, a população maceioense vai encontrar alimentos orgânicos frescos e limpos vendidos a um preço justo. Batata, milho, macaxeira, frutas, legumes, ervas medicinais, galinhas de capoeira e carneiros são alguns dos produtos a serem comercializados, todos sem agrotóxicos e com sabor de saúde.  O público poderá comprar farinha “quentinha”, feita na hora, numa Casa de Farinha construída no local. A programação noturna conta com o melhor do forró pé-de-serra, com os grupos Nó Cego, Chau do Pife, Pinóquio do Acordeon e Joelson dos 8 Baixos e shows das bandas Mr. Freeze, Xique Baratinho e Gato Zarolho. Os produtos estarão à disposição a partir das 6h às 23h, inclusive durante as apresentações culturais.
                Esta 9ª edição é um espaço que além de divulgar a produção dos sem terra e demais camponeses, também pretende apresentar para a sociedade alagoana a “Campanha Nacional pelo Limite da Propriedade de Terra: em defesa da reforma agrária e da soberania territorial e alimentar”. A campanha foi criada em 2000 pelo Fórum Nacional pela Reforma Agrária e Justiça no Campo (FNRA)*, com objetivo de mobilizar a sociedade brasileira para incluir na Constituição Federal um novo inciso que limite às propriedades rurais em 35 módulos fiscais. Áreas acima dos 35 módulos seriam automaticamente incorporadas ao patrimônio público. O Brasil tem a segunda maior concentração fundiária do planeta. 2,8% do total das propriedades rurais do país são latifúndios e ocupam 56,7% das terras agriculturáveis, enquanto os minifúndios representam 62,2% dos imóveis e ocupam 7,9% da área total. Com a inclusão do novo inciso na Constituição, esse quadro pode mudar e os brasileiros saem ganhando.
                A 9ª Feira Camponesa é uma realização da Comissão Pastoral da Terra (CPT), com apoio do Governo Estadual de Alagoas, Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (INCRA) e MISEREOR.

* O FNRA é formado por 47 entidades que lutam pela reforma agrária, direitos humanos, meio ambiente e soberania alimentar e territorial
 
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21ª Romaria da Terra e das Águas de Alagoas deve reunir mais de 5 mil pessoas
Caminhada percorre 13km de Flexeiras ao Assentamento Flor do Bosque (Messias)

Neste final de semana, 15 e 16 de novembro, vai acontecer a 21ª Romaria da Terra e das Águas, com o tema "Terra Conquistada: Vida e Fartura Partilhada". A caminhada parte da Praça Central de Flexeiras, e se estenderá até o assentamento Flor do Bosque, em Messias.  Serão 13 km percorridos em noite de lua cheia e, ao amanhecer do dia, um café da manhã camponês vai ser oferecido pelos assentados da região.
A concentração da Romaria começa a partir das 20h deste sábado (15) com um momento cultural. Às 22h haverá Missa presidida pelo Arcebispo de Maceió, Dom Antônio Muniz. Em seguida, a caminhada será iniciada. Durante o percurso, camponeses e camponesas entoarão cantos da terra. Três momentos com muita celebração, reflexões e orações irão acontecer durante as paradas.
O percurso é encerrado no assentamento Flor do Bosque para celebrar os 10 anos de luta e resistência do povo do local. Essa Romaria também reflete a realidade do complexo Agrisa/Peixe (pelo MST, MLST e MTL) – maior área desapropriada do Estado. Além disso, a Romaria divulga a Campanha Nacional pelo Limite da Propriedade de Terra e em Defesa da Reforma Agrária e da soberania territorial e alimentar, pretende fortalecer as comunidades camponesas envolvidas e debater o papel dos camponeses na missão de produzir alimentos e preservar o meio ambiente.
A partir da simbologia da saída da cidade para o campo – do Egito à terra prometida –, a Carta da 21ª Romaria da Terra e das Águas, assinada por Dom Antônio Muniz, denuncia a “escravidão causada pelo agronegócio e suas monoculturas, que expulsa o homem do campo, empurrando-os para as favelas e tirando-lhes a dignidade de filhos e filhas de Deus” e “morosidade do INCRA de fazer uma reforma agrária sustentável, integral e realmente camponesa”.
Durante 12 anos a Romaria da Terra aconteceu na Serra da Barriga, berço da luta pela liberdade, sendo realizada inicialmente pela paróquia de União dos Palmares e da Comissão Pastoral da Terra. Com o passar dos anos, a caminhada foi crescendo e passou a ser a ser itinerante, indo aonde há necessidade de fortalecer a comunidade e denunciar os conflitos agrários.

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CPT faz lançamento estadual do livro Conflitos no Campo Brasil 2007

 
A Comissão Pastoral da Terra faz amanhã, 29 de abril, o lançamento estadual do livro Conflitos no Campo Brasil 2007, publicação que traz dados sobre conflitos e violações de direitos humanos relacionados à luta pela terra e água no país.
O lançamento acontece a partir das 09h30 no teatro do Sindicato dos Bancários. A abertura será realizada pelo arcebispo metropolitano de Maceió, Dom Antônio Muniz Fernandes. A programação conta com um painel sobre “A propriedade e os conflitos no campo”, por Isidoro Revers, da CPT-Nacional, às 10h e, às 10h30 vai acontecer a apresentação dos dados de conflitos no campo, por Delson Lira, professor e advogado.
Dentre os dados que serão apresentados amanhã, os relacionados ao estado de Alagoas terão destaque. O estado é o segundo no país em números de ocupações, continua entre as cinco maiores áreas de conflitos no campo e teve um significativo aumento no número de prisões e de manifestações. No ano de 2007, o estado com o maior número de ocupações foi São Paulo, com 75, seguido de Alagoas, com 44, e de Pernambuco com 41.
Foram assassinadas no ano passado 28 pessoas em conflitos pela terra, número menor que em 2006, quando foram registrados 39 assassinatos. Contudo, este tipo de crime está mais pulverizado, enquanto em 2006 os crimes aconteceram em oito estados, em 2007 eles foram registrados em 14. Para a CPT, isto mostra que a violência segue a lógica do agronegócio e se espraia pelo Brasil, dominando novos espaços.
Entre os enfoques do relatório de 2007 estão os conflitos trabalhistas, com destaque para a superexploração e a escravização dos cortadores de cana, diante do avanço da agroenergia, principalmente, do etanol. O documento aponta ainda a expansão do setor sucroalcooleiro como a principal causa do aumento da exploração do trabalho, visto que 53% das libertações de trabalhadores em situação degradante ou análoga ao trabalho escravo, no ano passado, ocorreram em usinas de cana-de-açúcar.
Vão participar do lançamento do livro trabalhadores e trabalhadoras rurais, movimentos e organizações sociais. A CPT faz o registro dos dados com o objetivo de denunciar os conflitos e a violência a que são submetidos os trabalhadores e trabalhadoras rurais. A publicação Conflitos no Campo Brasil está em sua 23ª edição.


Conflitos no Campo Brasil 2007

O livro é dividido em cinco temáticas: conflitos por terra, conflitos pela água, conflitos trabalhistas, violência contra a pessoa, e manifestações. Também estão disponíveis na publicação notas e documentos publicados pela CPT durante o ano 2007 e a análises dos dados feitas por professores como Carlos Walter Porto Gonçalves, da Universidade Federal Fluminense, Maria Aparecida de Moraes Silva e Bernardo Mançano Fernandes, ambos da Universidade Estadual Paulista (Unesp).
A obra Conflitos no Campo Brasil foi editada pela primeira vez em 1985 e, desde então, tem sido referência entre as entidades e movimentos do campo, no meio acadêmico, entre organismos internacionais, órgãos governamentais e a imprensa. Em 2002, a obra foi reconhecida como publicação científica pelo Instituto Brasileiro de Informação e Ciência e Tecnologia (IBICT). Junto com o lançamento deste relatório será lançada uma versão popular da obra em forma de cordel, escrita pelo agricultor cearense Alfredo de Abreu Paz.
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Releases produzidos no Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários (SINTTRO), em 2009: 

NOVA DIREÇÃO DO SINTTRO TOMA POSSE HOJE
Depois de mais de 20 anos sem eleição democrática, Sindicato dos Rodoviários teve processo eleitoral supervisionado pelo TRE
 
            O Sindicato dos Trabalhadores do Transporte Rodoviário de Alagoas (SINTTRO/AL) terá nova diretoria eleita a partir de hoje (10/12). A posse do grupo será a partir das 18h, na sede do sindicato, localizado próximo ao Antigo Mercado Ideal, na Rua 16 de Setembro, Centro de Maceió.
            No dia 29 de novembro do ano em curso, 752 rodoviários compareceram ao Centro Federal de Educação Tecnológica de Alagoas (CEFET/AL) para participar da eleição sindical. A chapa 1 – Coragem de Mudar – foi vitoriosa, com 437 votos. Em seguida, ficou a chapa 2, com 243; a chapa 3 obteve 69 votos e houveram 2 votos nulos e um branco.
O procurador da Procuradoria Regional do Trabalho (PRT), Luciano Carlesso, comentou sobre o processo que ele acompanhou: “nós esperávamos que a categoria pudesse exercer seu direito político de poder escolher a direção de seu sindicato, então estamos muito contentes com desdobramento e com a repercussão que teve nossa ação civil e hoje é o dia que culmina em tirar as pessoas que estavam exercendo as funções de diretoria irregularmente. A importância disso é que o trabalhador tenha, além de seus direitos básicos, seu direito político de escolher seus representantes”.
Segundo o presidente eleito, Écio Marques, “a cerimônia vai ser simples, porque a antiga diretoria deixou o sindicato falido e sem estrutura, mas será uma posse que a marca o começo de um sonho para os trabalhadores rodoviários de Alagoas”.
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Rodoviários denunciam 2 anos de impunidade do assassinado de sindicalista
Sindicato da categoria exige o desvendamento do caso e punição dos assassinos de José Galvão

A partir das 14h desta terça-feira, 03 de março de 2009, o Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários de Alagoas (SINTTRO-AL) vai realizar uma paralisação dos ônibus urbanos no Centro de Maceió.
O protesto tem como objetivo exigir esclarecimentos por parte das autoridades policiais pelo assassinato do rodoviário e sindicalista José Galvão, 39 anos, morto há exatamente 2 anos no Conjunto Village Campestre II, onde residia. Às 15h a manifestação segue para o Palácio República dos Palmares, onde os rodoviários pretendem cobrar o posicionamento do Governador para que as investigações sejam aceleradas. De acordo com a diretoria do SINTTRO, caso nada seja resolvido nos próximos meses, uma nova paralisação vai ocorrer por tempo indeterminado.
Segundo informações da polícia, o sindicalista estava em sua mercearia, por volta das 20h, quando foi surpreendido por dois homens que chegaram em uma bicicleta e efetuaram os disparos. Galvão foi atingindo por cinco tiros, destes, dois na cabeça, e morreu no local. Na época, os rodoviários fizeram paralisação das atividades pedindo uma ação da Secretaria de Defesa Social, no sentido de punir os responsáveis pelo crime – que passou a ser investigado pelo delegado do 10° Distrito Policial Egivaldo Lopes de Messias.
As linhas de investigação de Egivaldo estavam em torno de crime passional, assalto, vingança de empresários devido à cobrança do sindicalista pelo pagamento das horas-extras dos trabalhadores e, por fim, que o crime tenha surgido do próprio sindicato em 2007. De acordo com testemunhas, Raimundo Euclis (conhecido como Gaúcho, da empresa São Francisco), ameaçou Galvão de morte 3 dias antes do assassinato.  Atualmente, o caso está sob responsabilidade do delegado especial do 9ª Distrito, Nivaldo Aleixo.
Galvão tinha 15 anos de serviços prestados à categoria e vinha denunciando as fraudes da família Ramos na diretoria do SINTTRO – o que causou a destituição da antiga diretoria e culminou na eleição supervisionada pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE).

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Grevistas da SRTE distribuem bananas, abacaxis e pepinos à população
Os alimentos vão ser distribuídos simbolizando o sucateamento do órgão

Bananas, abacaxis e pepinos: esses alimentos serão distribuídos à população em frente à Superintendência Regional do Trabalho e Emprego, no Centro de Maceió. Inspirados na atitude dos servidores do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) do Estado do Ceará, os grevistas alagoanos também vão realizar uma atividade metafórica em protesto ao descaso por parte do Governo Federal.  A ação desta quarta-feira, 25/11, denominada “Feira do Servidor”, foi promovida em diversos Estados.
A greve nacional do MTE completa quase duas semanas e continua em busca do atendimento emergencial de uma pauta de reivindicações que inclui a implantação de um plano de carreira específico para o setor. Segunda-feira, 23/11, o movimento ganhou força com a adesão dos servidores do Estado do Pará. Agora, 24 Estados, incluindo o Distrito Federal estão unidos para que o Governo apresente propostas para melhorar condições de trabalho, valorizar os servidores, refletindo em um melhor atendimento à sociedade.
Além da “Feira”, é possível que aconteça a radicalização da greve. De acordo com Jogelson Veras, do Sindicato dos Trabalhadores do Servido Público Federal (SINTSEP), possivelmente a categoria deve acorrentar as portas do órgão, bloqueando o atendimento. A informação é que essa proposta partiu da assembléia da categoria, ocorrida hoje, 24/11, com a direção do Sindicato dos Servidores em Seguridade Social (Saúde, Previdência, Assistência Social) e Trabalho (SINDPREV). 

*Também publicado em: ASDERT , SINTSEP-AL e CONDSEF
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Índios Kariri-Xocó bloqueiam ponte na divisa de Alagoas com Sergipe

             A partir das 9h de amanhã (16/06), os índios Kariri-Xocó que vivem no município de Porto Real do Colégio, vão bloquear a BR101 na ponte que divide os Estados de Alagoas e Sergipe.
            Os índios reivindicam a marcação definitiva de suas áreas. Mais de 4500 hectares já homologados como terras indígenas foram por vezes demarcados, porém, o povo Kariri-Xocó denuncia que as marcações são removidas pelos fazendeiros da região. Devido ao conflito com os fazendeiros, os índios vivem numa área de 669 hectares - abaixo de seus limites legais. Somente com o acompanhamento da Fundação Nacional do Índio (Funai), em um novo processo de marcação, essas medidas serão regularizadas.
Eles pretendiam realizar a mesma atividade no dia 19 de maio, mas preferiram replanejar para fazer a mobilização com a presença de sindicatos. SINTSEP, SINDJUS, SINPOL, SIMESC e CGTB estarão no local do protesto manifestando apoio à causa indígena.

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