segunda-feira, 2 de maio de 2011

Esclarecendo o impasse da tribo Karapotó em São Sebastião

FUNAI se compromete em mediar conflito da etnia

A imprensa local não teve acesso à reunião entre os índios e o presidente da FUNAI, Márcio Meira, na última quinta-feira, 28. Porém, os Caciques presentes entraram em contato para esclarecer o que aconteceu no encontro.
Segundo o Cacique Karapotó, João Barnabé, Meira garantiu que o órgão fará o estudo antropológico da área ocupada para saber se pertenceu aos índios ou não; caso seja comprovado que a terra é indígena, será adquirira pela União; caso seja verificado que nunca foi dos índios,  a FUNAI vai negociar com quem queira vender uma fazenda na região.
Antes de quinta-feira, a postura da FUNAI em Alagoas foi lastimável, sempre tentando se esquivar da problemática, alegando não ter nada a ver com a retomada e que o caso de São Sebastião é um problema interno dos índios que vivem em conflito entre si.

Quem disse que a FUNAI não pode resolver os problemas internos da comunidade? 
Tudo depende dos problemas. 

De fato, há um conflito entre os Karapotós. A etnia fragmentou-se em três tribos autodenominadas: Karapotó Guariri, Karapotó Terra Nova, Karapotó Plakiô. O problema maior é que não há terra suficiente para todos numa mesma aldeia, e isso a FUNAI pode tentar resolver. Apesar de a Fundação alegar não poder inteferir nos problemas internos dos povos indígenas, deve orientá-los e apoiá-los, afinal, para isso este órgão existe.
Ao invés de ficar esquentando a cadeira do prédio recém reformado - aguardando um possível derramamento de sangue e/ou um pedido de reintegração de posse por parte dos agricultores que se dizem donos da fazenda ocupada pelos Karapotós - os representantes da FUNAI no estado deveriam tomar a atitude que o presidente Márcio Meira tomou: assumir a responsabilidade da instituição, tentar "dialogar e minimizar os ânimos exaltados", como disse para a reportagem do Tudo na Hora.

Índios discutem desocupação da área retomada

Nesse momento*, o povo Karapotó e outras etnias estão reunidos com a FUNAI, Ministério Público Federal, Sindicato dos Trabalhadores Rurais de São Sebastião e agricultores, na sede do sindicato mencionado. Eles vão decidir se continuam a ocupar a fazenda até que seja realizado o estudo antropológico ou se saem da área e aguardam que a palavra do presidente da FUNAI seja colocada em prática.

*Tarde de segunda-feira, 02 de maio de 2011.

Lara Tapety P. Cavalcanti
Jornalista MTE/AL 1340 / Relações Públicas
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