segunda-feira, 2 de maio de 2011

Após invasão de fazenda, presidente da Funai promete mediar conflito em São Sebastião

Grupo de Karapotós esteve reunido com Márcio Meira na sede da Funai. 

Por Josenildo Torres

O presidente da Fundação Nacional do Índio (Funai), Márcio Meira, prometeu mediar o conflito na tribo alagona Karapotó. Segundo assegurou ao Tudo na Hora, na próxima segunda-feira (2) ele irá enviar uma equipe técnica ao município de São Sebastião, onde está situada a etnia.
No início da semana, um grupo de karapotós invadiu uma propriedade de 300 tarefas. Eles afirmam que conflitos internos os impedem de permanecer no local e, por isso, reivindicam que a Funai desaproprie as terras invadidas. “Durante a reunião, ocorrida na última quinta-feira, nos comprometemos em mediar o conflito interno na tribo. Não podemos interferir nos problemas internos, mas temos que dialogar e minimizar os ânimos exaltados”, disse Márcio Meira.
Quanto à desapropriação das 300 tarefas de terra, que foram invadidas na última segunda-feira (25), o presidente da Funai argumentou que técnicos irão fazer um levantamento. “Iremos fazer uma análise histórica para verificarmos se as terras pertencem aos Karapotós. Mas quero afirmar que a tribo está passando por um problema interno, que necessita de uma solução pacífica”, frisou.
Mas, segundo o cacique dos Karapotós, Jorge Barnabé, as terras ocupadas atualmente não são suficientes para realizar os plantios. Ele assegurou que as terras invadidas no início da semana pertenceriam aos seus antepassados e, portanto, foram invadidas por fazendeiros. “Antigamente, todas aquelas terras eram matas e não havia cercas nem escrituras. Por isso, os fazendeiros tomavam posse e nos expulsavam, a exemplo do que aconteceu nas 300 tarefas que foram retomadas no início da semana”, argumentou.
Questionado por nossa equipe de reportagem como eles iriam provar que as terras invadidas na última segunda-feira (25) pertenceriam aos Karapotó, o cacique Jorge Barnabé foi enfático: “se o presidente da Funai e a Justiça entenderem de história, eles vão saber que nós já ocupávamos essas terras quando o Brasil foi colonizado”.

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