domingo, 17 de abril de 2011

Não me pergunte

Não me pergunte o que sinto.
Se é semente
Ou raiz.
Porque foi proliferado sem razão.

Não me pergunte se estou fértil,
Ou se me arrependi do que fiz.
Apenas não me deixe com a solidão.
Não me pergunte de onde vem o que sinto.
Se nasceu de um cio
Ou foi fecundado no vazio.
Nesse caso, prefiro o silêncio.

E, por favor, não diga que minto.
Aliás, diga o que quizer!
Contanto que esteja comigo.


Lara Tapety
Maio de 2005

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