terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

Wado nota 10. Banga Bar nota 0.


Wado e Bloco dos Bairros Distantes
no palco do Banga Bar

Atrás do Bloco dos Bairros Distantes
"só não vai quem já morreu" 

A noite do último sábado no bairro Jaraguá começou um tanto parada, mas o quadro foi mudando durante a madrugada. Quem chega até 23h nos bares e casas de show fica observando o movimento na expectativa da animação começar. 
Na escadaria do prédio histórico da Associação Comercial, o público aguardava Wado e Bloco dos Bairros Distantes. Como havia poucas pessoas no local, parecia que o show ia "miar" - o que felizmente não aconteceu.
Por volta das 00h o espaço do palco no Banga Bar foi aberto. Wado, com uma máscara de caveira e capa de vampiro e toda sua turma caracterizada, fez seu som romper com a "morgação" dos que não estavam no balanço da festa.
O repertório mesclou músicas do artista e alguns covers (Gilberto Gil, Caetano Veloso, Carlinhos Brown e outros) típicos para época. Mais marchinhas fizeram falta para caracterizar melhor a idéia de bloco carnavalesco. Não era bem um bloco, mas está valendo.
A atração fez seu papel. Quem estava animado achou tudo animado; quem estava desanimado, achou desanimado. Afinal, a animação está nas pessoas e não depende necessariamente do ambiente. 

Wado durante o show
 A fumaça

Em meio ao som agradável, a fumaça dos cigarros em pleno ambiente fechado e climatizado incomodava os olhos de quem gostaria de ver a banda com nitidez.  Um total absurdo e desrespeito aos que optam por uma vida saudável.
Vale lembrar que desde 1996 existe uma lei que restringe o uso e a propaganda de produtos fumígeros. A Lei 9.294, de 15 julho, proibe o "uso de cigarros, cigarrilhas, charutos ou de qualquer outro produto fumígero, derivado ou não do tabaco, em recinto coletivo, privado ou público, salva em área destinada exclusivamente a esse fim, devidamente isolada e com arejamento conveniente" (Art.2º).
Nesse ponto, a produção do evento e o Banga Bar decepcionaram. Porém, isso não se restringe ao Banga. Maceió ainda não acordou para o bom senso de fazer valer a proibição de fumar em ambientes fechados.
Durante e quando saí do show, percebi meus olhos ardendo e o fedor de cigarro por toda parte, da ponta dos pés até o último fio de cabelo, e se brincar, até nas roupas de dentro.

E a fome bateu

Madrugada adentro, fome batendo e nada de comida. Nem um amendoim torrado, nem caldinho de feijão. Nada. O Banga Bar só oferecia bebidas em seu cardápio. Quem ficou com fome, teve que sair para lanchar fora. Talvez o pensamento seja: - Vocês estão aqui para curtir e não para comer! 
Se essa for a idéia, acredito que o público curtiu, mas os estômagos não.

Texto e fotos: Lara Tapety

Nenhum comentário:

Postar um comentário