sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

Quanto vale o sorriso de uma criança? Dar esmola ou não, eis a questão!

Crianças pedem esmola com caixinha de Natal nos ônibus
Criança passa nos ônibus com Caixinha de Natal
 Padarias, supermercados, lanchonetes, lojas e os mais variados locais contam com espírito natalino para garantir um dinheiro extra – além do 13° salário – no final do ano para os funcionários através das famosas "Caixinhas de Natal". Elas não se restringem ao comércio formal, estão em todos os cantos e até se tornaram companheiras dos pedintes.
O transporte coletivo se tornou um comércio informal itinerante. Balas de coco, Jujuba, chocolate, chaveiros, canetas e capas para celulares são alguns exemplos de mercadorias vendidas nos ônibus. Os discursos dos vendedores já são conhecidos. Ora passa um adulto, ora uma criança. O conteúdo é sempre semelhante: “Bom dia pessoal! Desculpem atrapalhar a viagem de vocês. Estou aqui por causa de um problema que atinge muitos brasileiros. O desemprego. Para não ficar em casa pensando coisa errada, estou vendendo essas jujubas. Uma é R$0,50, duas é R$1,00”. Quem anda de ônibus já está se acostumando a encontrar pessoas comercializando guloseimas, assessórios e/ou pedindo esmola.

Menina faz pose para foto com sua caixinha
Chegando o ano novo, os passageiros se deparam com as caixinhas de natal. Crianças, com aqueles rostinhos de anjos, passam de cadeira em cadeira pedindo para depositarem um trocado na caixa. E aí eis a questão: dar esmola ou não?
O ano inteiro os passageiros - classe trabalhadora - garantem o pão dos desempregados, isto é, dos companheiros de classe. Não dá para saber quem dá mais esmola, o Governo, através dos programas assistencialistas como Bolsa Família e Bolsa Escola; ou o povo.
 
A criança fica na catraca do ônibus com caixinha enquanto
 mãe vende jujuba. Depois ela passa pedindo dinheiro.
Texto e fotos: Lara Tapety

3 comentários:

  1. Uma vez eu estava num ônibus e chegou uma mulher com um recém nascido no braço, dizendo que estava passando necessidades com o marido, sem emprego, morando na rua etc etc etc.

    Aí ela declamou o sofrimento dela de modo dramático e pouco poético (pobre e analfabeto não sabe mesmo fazer poesia...) e passou perguntando pelas cadeiras o clássico "tem um trocado?".

    Eu estava na terceira cadeira e só ouvi o discurso dela por conta do meu MPalguma coisa estar sem bateria... quando ela me perguntou, eu respondi: - Tenho!

    Aí ela parou na minha frente por uns cinco segundos, meio que esperando eu abrir a carteira e dar pra ela qualquer coisa.

    Eu olhei pra ela e o diálogo foi esse:

    - Esse filho é da senhora?
    - É.
    - E você quer meu dinheiro pra cuidar dele?
    - Sim.
    - Você se divertiu fazendo o menino e agora quer que eu te dê o meu dinheiro pra financiar a sua diversão? Eu disse que tinha trocado; não falei que iria te dar nada.

    Ela passou direto e desceu do ônibus.

    Achou grosseiro? Fiz e faço de novo.

    Que cada um consiga o que é seu da maneira que deve ser: por mérito!

    Abraços, Tapety! Saudades de você...

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    1. você é um belo de um bosta

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  2. Sabe o quão seria irônico na vida se acontecesse algo semelhante com você, seu escroto? Você ser deixado por sua mulher e com um filho no braço pedindo ajuda das pessoas em um coletivo, até que pare alguém e te fale a mesma coisa. O mal do ser humano é achar que nunca vai acontecer consigo. Tenho é vergonha de pessoas como você. Seu lixo.

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