sexta-feira, 10 de setembro de 2010

Falando em Constituição...

Entre os direitos fundamentais estão a soberania, a cidadania, a dignidade da pessoa humana, os valores sociais do trabalho e da livre iniciativa.
Entre os objetivos da nossa Lei Maior, está construir uma sociedade livre, justa e solidária; garantir o desenvolvimento nacional e erradicar a pobreza e a marginalização; reduzir as desigualdades sociais e regionais e; promover o bem de todos, sem preconceitos de origem, raça, sexo, cor, idade e quaisquer outras formas de discriminação.
Assim até parece que não vivemos num modo de sociabilidade capitalista. Mas você sabe a realidade, leitor@!
Dia 05 de outubro de 2010 é o aniversário de 22 anos da nossa “bela” Constituição. O povo leva o bolo.

De lá para cá, o que mudou?
- "Ah, mudou muita coisa!"
É, está certo, não podemos dizer que tudo está como antes. Ainda mais eu que nasci com o período de redemocratização, em 1985, após o fim da Ditadura Militar, e tinha apenas 3 aninhos quando foi assinada nossa Carta Magna.
Era muito nova, não dá para lembrar de muita coisa. Lembro que as cidades não eram tão sujas e não havia tantos “arranha-céus”. Lembro também, que não havia tantos “cheira-cola” nas ruas de Maceió, nem tantos “flanelinhas” – esses marmanjos que vivem de limpar os vidros dos carros (que por sinal, também não eram tantos).
Passaram 22 anos da Lei Maior e novas leis foram criadas. Quase tudo muito bonito no papel, apesar de muitas leis serem toscas e apresentarem contradições absurdas. A infra-estrutura das cidades mudou. A pobreza, e a marginalização, as desigualdades sociais e regionais, os preconceitos e as formas de discriminação, continuam e, em alguns casos, estão muito pior. A realidade é outra história.

“Cheira-cola” – termo designado a pessoas – geralmente meliantes – que inalam cola de couros e borrachas, a cola de sapateiro. Enquanto em alguns lugares existem meninos de rua, em Maceió existe “cheira-cola”. É uma droga psicoativa usada, segundo depoimentos de usuários, para passar o tempo, passar a fome.
“Arranha-céus” - denominação popular de edifícios dotados de uma altura singular, muito alto. Comum nos grandes centros urbanos. Em Recife os “arranha-céus” na orla barram o vento da cidade, deixando-a abafada. Em Maceió, o Plano Diretor e as legislações já definidas deram algumas diretrizes para uma ocupação ordenada. Geralmente, os prédios da orla não ultrapassam 8 pavimentos. Isso graças ao Ministério Público, porque se depender da Prefeitura isso vira lorota.

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