domingo, 12 de setembro de 2010

O “Rei do Gado” de Alagoas

No Senado: Novela mexicana ou global?

Antônio Fagundes - galã da Rede Globo - perdeu espaço para o Senador de Alagoas, Renan Calheiros (PMDB) que passou a ser chamado de “Rei do Gado”, em 2007. Na época, Renan declarou lucro com a criação de gado bem acima da média nacional.

O então presidente do senado sofreu denúncias de que teria despesas pessoais pagas pelo lobista Cláudio Gontijo, da empreiteira Mendes Júnior. Os pagamentos garantiam uma mesada de 16 mil reais para a jornalista Mônica Veloso, amante com quem tem uma filha. O caso deu origem a primeira representação no Conselho de Ética contra o parlamentar.

Renan não conseguiu comprovar que teria condições financeiras para pagar a pensão e o aluguel da jornalista. Um laudo da perícia realizada pela Polícia Federal (PF) nos documentos de defesa de Calheiros apontou que ele não teria como comprovar algumas vendas de gado de suas fazendas em Alagoas, que teriam sido realizadas entre 2003 e 2006.

O caso da grilagem de terras em Murici e da empresa de bebidas Schincariol, que teria sido beneficiada pelo senador, deu origem a segunda representação. Desta vez, envolvendo o deputado Olavo, irmão de Renan. Na época, movimentos campesinos do Estado chegaram a ocupar a fazenda Boa Vista, dos irmãos Calheiros, em Murici. Tentaram fazer o mesmo na indústria de refrigerantes que a família vendeu para Schincariol e na Prefeitura administrada por Renan Filho – que, fazendo jus ao ditado “Filho de peixe, peixinho é”, atualmente é candidato a Deputado Federal e também tem as mãos sujas.

Em diversas mídias foi divulgada a notícia de que “Renanzinho” em um ano gasta na Prefeitura de Murici combustível suficiente para dar 60 voltas ao mundo. Por essa e outras, na mesma época em que o papai estava rodeado de escândalos, o filhote corria risco de sofrer impeachment por crime de improbidade administrativa.

A terceira representação contra Calheiros no Conselho de Ética no Senado veio com a denúncia da compra de empresas de comunicação, onde ele – em sociedade com o usineiro João Lyra – teria investido R$ 1,3 milhão sem comprovar a origem do dinheiro, que não havia sido declarado à Receita Federal ou à Justiça Eleitoral. O usineiro confirmou em reportagem à revista Veja (que, apesar de não merecer confiança, pode ser citada como uma fonte conhecida) no dia 4 de agosto de 2007, que manteve uma sociedade com o senador e que usou "laranjas" para realizar o feito.

No dia do trabalhador rural de 2008, 25 de julho, camponeses sem-terra acompanhados pela Comissão Pastoral da Terra (CPT), Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) e Movimento de Libertação dos Sem Terra (MLST), ocuparam o Cartório de Murici para relembrar o episódio do ano anterior. O Cartório da cidade oficializou as fraudes de Renan e Olavo, denunciados ao Ministério Público por desmatamento ilegal e invasões de terras na área da Estação Ecológica. A maior parte das fazendas dos irmãos deveria ter sido desapropriada para fins de Reforma Agrária, mas foi para as mãos do clã Calheiros. Foram áreas adquiridas da falida Usina Bititinga, penhoradas ao Produban e outros bancos.

Na calada da noite, Renan foi absorvido pelo Plenário da acusação referente ao lobista. A sessão sigilosa, marcada por bate bocas e ameaças, aconteceu sem que a sociedade brasileira soubesse e sem a permissão do vice-presidente da casa, Tião Viana (PT) para que fosse gravada. Outras representações foram arquivadas.

Passados 3 anos, não se fala mais no assunto. Renan é candidato a reeleição ao Senado; o irmão Olavo, candidato a Deputado Estadual e; Renan Filho, Deputado Federal.


O Clã: Renan, Renan Filho e Olavo Calheiros

Um comentário:


  1. Coação. Fraude. Dolo. Simulação. Práticas desta natureza são marcas na vida do advogado MARCELO VIEIRA, candidato à vaga do quinto constitucional do TRT de Alagoas. E o pior é que aconteceram em processos de trabalhadores canavieiros que buscaram direitos do período de contrato com a Usina Bititinga. Muitos deles até hoje nada receberam e já perderam a esperança em receber, porque os processos se arrastam há muito mais de quinze anos e todas as fazendas que seriam suficientes para pagar os processos já foram parar nas mãos dos “chefes” de MARCELO (Renan Calheiros e Olavo Calheiros), e de seu “sócio”, o advogado Paulo Jacinto.

    Este advogado, o MARCELO VIEIRA, participou do esquema que fazia com que uma fazenda avaliada pela justiça em mais de quatro vezes o valor da execução fosse “adjudicada” pelo trabalhador, no valor de seu crédito, mas nada era depositado para complementar a diferença. Em seguida, este trabalhador era “convencido” a vender a fazenda por um pequeno valor que recebia em parcelas e transferia o imóvel aos “chefes” de MARCELO. Ele, o tal “Dr. MARCELO”, além de acompanhar toda a transação, não defendia o interesse do seu cliente, a Usina Bititinga, porque concordava com a “adjudicação”, não exigia o depósito da diferença que poderia ser usada para pagamento de outros processos e ainda participava de todo o esquema de venda e transferência das fazendas. Desta maneira, todos os bens da Usina, que teve o azar de contratar um advogado sem qualidade, foram sendo transferidos para os “chefes” de MARCELO, deixando os trabalhadores com a cara pra cima, sem receber os seus direitos.

    Como se não bastasse a safadeza, quem não concordasse com o esquema era ameaçado, coagido e mesmo que tentasse, não tinha como se defender, porque a trama era engrossada com a força política dos “chefes” de MARCELO VIEIRA, que fizeram até a imprensa se calar. No mesmo pacote dos trabalhadores lesados, estão a União, a Receita Federal e os bancos, porque quando as fazendas eram “adjudicadas”, caíam as penhoras que existiam para garantir débitos com impostos e empréstimos, e assim os novos proprietários recebiam as fazendas sem nenhuma dívida, aumentando mais ainda o império iniciado na área da cidade de Murici.

    É este o candidato ao quinto do TRT. Um advogado que deixou a ética lá no livro da faculdade para agradar seus “chefes”. De caso pensado não defendeu seu cliente, a Usina Bititinga, que acabou perdendo todo o patrimônio. Coagiu trabalhadores. Simulou a venda das fazendas. Participou do esquema que fraudou credores trabalhistas, além da União, da Receita Federal e dos bancos. É este o tal MARCELO VIEIRA, que vive dizendo que em Brasília o seu “chefe” manda e que o quinto do TRT já está no papo. É este o candidato que na sabatina da OAB veio falar de honestidade e que aprendeu com seus pais a não tirar nada de ninguém, mas na baixa participou do esquema que tirou da boca de várias famílias a chance de uma vida mais digna.

    Fora MARCELO VIEIRA! Seu lugar não é representando os advogados, nem no TRT nem na China! Se tiver vergonha, pare com seu discurso de ética e honestidade que ninguém é idiota. Desta vez seus “chefes” não podem calar a verdade nem fazer ameaças, porque toda esta história está registrada nos processos da vara do trabalho de União dos Palmares e pode ter certeza que esta sujeirada não vai ficar assim. CADA ADVOGADO TEM MUITO MAIS DE OITO MOTIVOS PARA NÃO VOTAR EM VOCÊ.

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