segunda-feira, 13 de setembro de 2010

Os "ratos" estão à solta



Em dezembro de 2007 foi noticiado o desvio de R$ 302 milhões dos cofres da Assembléia Legislativa de Alagoas. Os Movimentos Sociais se uniram e criaram o Movimento Social contra à Corrupção e a Criminalidade, o MSCC.

Foram realizadas algumas manifestações até que, em abril de 2008, o nome do Deputado Paulo Fernando dos Santos, o Paulão (PT), apareceu no inquérito da Polícia Federal, comandado pelo delegado Janderlyer Gomes. Logo o movimento rachou. Afinal, a Central Única dos Trabalhadores (CUT) não pretendia denunciar um deputado do PT.

No final de março de 2008, o desembargador Antonio Sapucaia determinou o afastamento do mandato de 10 deputados indiciados pela Operação Taturana. O desembargador e o Procurador Geral de Justiça Coaracy Fonseca passaram então a receber ameaças de morte. O relatório de Janderlyer Gomes aponta o indiciamento de 110 pessoas que, de alguma forma, integraram a ORCRIM – organização criminosa.

Os deputados retornaram a ALE após uma decisão monocrática do Ministro Gilmar Mendes. Recentemente, o juiz Gustavo de Souza Lima – que é responsável pelo caso juntamente com o desembargador Sapucaia – retomou o processo e vai analisar se concorda ou não com a decisão do ministro.

Enquanto o juiz não julga o mérito da Ação Cautelar, os deputados Antonio Albuquerque, João Beltrão, Cícero Ferro, Arthur Lira, Nelito Gomes de Barros, Isnaldo Bulhões Junior, Dudu Albuquerque, Marcos Ferreira, Edival Gaia Filho e Maurício Tavares continuam na Assembléia e são candidatos a reeleição em 2010.

Governador Teotônio Vilela e Taturana
 Antônio Albuquerque
Entre eles, 3 já foram presos por homicídio e permanecem em liberdade: Antônio Albuquerque, Cícero Ferro e João Beltrão. Os bandidos ainda têm o apoio ora do Governador candidato à reeleição, Téo Vilela – que aparece no programa eleitoral gratuito lado a lado de Albuquerque; ora do senador Collorido, que está com Ferro e Beltrão.

Cuidado com seu voto!

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